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4 passos para dominar as finanças da sua empresa

4 passos para dominar as finanças da sua empresa

19/10/2017

Sustentabilidade é uma das palavras mais usadas nos últimos anos, está presente nos mais diversos temas e assuntos. No entanto, é mais do que um termo de vocabulário, trata-se de uma ideia, de uma postura. De um caminho pelo qual se percorre com segurança e perspectiva de futuro.

Sustentabilidade também tem a ver com as finanças de uma empresa. Pensar financeiramente não é uma tarefa das mais fáceis, porém necessária para quem pretende abrir e manter um negócio.

Em toda a nossa cultura de aprendizado, seja dentro da família, na escola ou até mesmo dentro das empresas, a educação financeira tende a ser desprezada. É vista como algo chato, enfadonho ou inútil. Ou então, deve ser direcionada apenas a quem vai lidar diretamente com isso.

Ora, a busca pela sustentabilidade está presente em todos os aspectos da vida. Tem a ver com planejamento, com a maneira com que se aproveita o tempo.

  • Pensar financeiramente, às vezes, pode ser o grande segredo para se realizar um grande sonho que no momento se mostra distante.

É por isso que fizemos este artigo com quatro passos que precisam ser considerados para que você possa dominar as finanças da sua empresa.

Leia e surpreenda-se com o que ainda é possível aprender de novo sobre este assunto!

 

 

Primeiro passo: controlar as finanças pessoais

Antes de ser dono de uma empresa, você é um cidadão que precisa saber gerir sua própria vida. Será que você se sai bem cuidando de si mesmo?

Cuidar bem das finanças pessoais é critério básico para saber gerenciar um departamento financeiro com uma dimensão muito maior e mais complexo, como é o caso de uma empresa.

 

Você sabe diferenciar as suas despesas pessoais?

Se ainda não sabe, então a hora de aprender é agora. Basicamente, podemos dividir as despesas em quatro tipos: fixas, variáveis, adicionais e extraordinárias.

 

Despesas fixas:

As despesas fixas são aquelas que ocorrem todo mês e têm valores fixos. Como, por exemplo: aluguel, condomínio, etc.

 

Despesas variáveis:

Já as despesas variáveis são aquelas que também acontecem todo mês, mas o valor pode variar muito. São exemplos de despesas variáveis os gastos com combustível, alimentação fora de casa, etc.

 

Despesas adicionais:

São as despesas do estilo de vida, que buscam a satisfação pessoal. Em momentos de crise, essas despesas poderiam ser drasticamente reduzidas, sem que você coloque em risco a própria subsistência. Como, por exemplo, gastos com bares, restaurantes, baladas e viagens, compra de roupas e acessórios, etc.

 

Despesas extraordinárias:

Por fim, as despesas extraordinárias são aquelas que podem ocorrer eventualmente, mas de maneira imprevista. É o caso de gastos com a manutenção do carro, da casa, cirurgias, etc.

 

Recomenda-se que o total das despesas fixas e variáveis somadas não superem 55 % da sua receita ordinária, enquanto as despesas adicionais e extraordinárias não superem 35 %. E para onde vão os 10 % restantes? Essa deve ser a sua poupança mínima, para compor uma reserva de segurança e de investimentos de longo prazo, aplicada em produtos financeiros adequados para os objetivos traçados.

Uma ferramenta fantástica para auxiliar no controle das finanças pessoais é o Guia Bolso, aplicativo brasileiro que foi premiado pelo Banco Mundial. Procure por ele na loja de apps do seu smartphone e comece a dominar as suas finanças!

 

Segundo passo: controlar as finanças da empresa

Agora que você já domina as suas finanças pessoais, está apto a dominar as finanças da empresa. Listamos abaixo 4 pílulas de informações que poderão contribuir para esclarecer qual o melhor caminho para controlar as finanças de sua empresa:

 

1 – Educação financeira:

Procure se especializar em assuntos sobre gestão financeira. Acompanhe blogs e podcasts sobre o tema. Como se sabe, conhecimento nunca é demais!

 

2 – Conciliação diária:

Delegue para alguém de confiança a atividade de acessar os extratos bancários todos os dias, identificar todas as entradas e saídas e lançá-las no software de controle financeiro, de forma que o saldo final do sistema esteja conciliado com o extrato. Mas lembre-se, você delegou somente a tarefa, mas a responsabilidade pela entrega final sempre será sua, gestor!

 

3 – Demonstrativo de resultados:

Exija que o seu setor financeiro e sua assessoria contábil produzam as demonstrações contábeis mensalmente, para que você possa medir, monitorar e melhorar o desempenho da sua empresa.

 

4 – Análise de desempenho:

No início de cada mês, depois de concluída a conciliação diária, deve ser realizada uma reunião entre os sócios e gestores para analisar o desempenho da empresa no mês passado, com o objetivo de verificar os pontos positivos e corrigir/prevenir os pontos negativos.

 

 

Terceiro passo: analisar a contabilidade gerencial

O amadurecimento da gestão financeira conduz o empresário a analisar não só os valores que entraram, saíram e sobraram nas contas bancárias, sob o regime de caixa, mas também a monitorar as receitas e gastos gerados por mês, sob o regime de competência, apurando se o negócio gerou lucro ou prejuízo e se está saudável.

A contabilidade gerencial é aquela que faz a escrituração contábil de todos os fatos geradores, inclusive aqueles que não possuem documentos fiscais adequados ou de empresas coligadas, analisa as demonstrações contábeis junto com o empresário e as traduz em ações concretas para melhorar o performance do negócio.

A contabilidade gerencial permite:

  • Que você possa usar conceitos contábeis para fins gerenciais, visando à maximização da rentabilidade;
  • Análise segura da situação econômico-financeira da empresa;
  • Efetuar uma gestão competente do capital de giro da empresa;
  • Gerenciar custos e elaborar tanto o planejamento quanto o orçamento, na medida em que controla os riscos do fluxo de caixa;
  • Comparar o desempenho de sua empresa com o de concorrentes, a partir de dados do mercado e assim entender o contexto em que sua empresa está performando.

Conheça o serviço de Contabilidade Gerencial da Marco Contabilidade

 

Quarto passo: realizar o planejamento e controle orçamentário

A sua empresa está crescendo? Será que ela não deveria estar crescendo mais? Só é possível avaliar o desempenho de um negócio se houver uma referência, uma meta . Essa meta não pode ser definida simplesmente olhando para o passado, pois o cenário futuro pode ser muito diferente do que passou. A gestão orçamentária cuida justamente de projetar o desempenho futuro da empresa, permitindo que seja feita uma comparação entre os valores previstos e efetivamente realizados.

E, olha, esse conselho foi dado há muito tempo, na Bíblia:

"Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’” (Lucas 14:28-30)

 

Como fazer um PLANEJAMENTO E CONTROLE ORÇAMENTÁRIO?

Se a sua empresa é um carro, dirigindo em alta velocidade em uma estrada que você, o motorista, ainda não conhece, pensar a gestão orçamentária deve ocorrer em quatro etapas:

1 – Olhe para o retrovisor: Analise o caminho que você percorreu, apure quanto combustível você gastou e qual foi o desgaste do veículo. Isso significa que você deve ter clareza de qual foi o desempenho financeiro e contábil-gerencial da sua empresa;

2 – Olhe para o para-brisa: Observe os desafios que vêm pela frente, se a estrada está com o asfalto em bom estado, se virão curvas acentuadas. Ou seja, olhe para o cenário futuro, para as oportunidades e ameaças;

3 – Trace a sua rota: Defina qual será a rota a ser percorrida, projete quanto combustível terá que consumir, quantas paradas precisará fazer. Na empresa, defina as metas de receitas e despesas, por cada categoria (vendas, salários, matéria prima etc);

4 – Monitore a viagem: Durante a viagem, verifique se você está seguindo a rota planejada e se está dentro do consumo esperado de combustível. Isso é, compare as metas de receitas e despesas com os valores que efetivamente ocorreram, fazendo os ajustes necessários.

 

  • Se você está procurando uma ferramenta de planejamento e controle orçamentário para empresas, conheça o Treasy!

 

 

Após ler este texto, você ficou com a sensação de que a Gestão Financeira de uma empresa reúne conceitos, critérios e regras demais e que você não dará conta de compreender e executar tudo isso?

Colocar a saúde da sua empresa nos trilhos é um problema que precisa ser resolvido o quanto antes.

Agora, sobre a sua falta de tempo ou de conhecimento para os assuntos financeiros, talvez o nome da sua solução seja CONSULTORIA FINANCEIRA!

Que tal vir aqui na Marco Contabilidade & Gestão ou então preencher o nosso formulário de contato para que possamos agendar uma conversa sobre as necessidades da sua empresa? Conte conosco!

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