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5 dicas para o sucesso de empresas familiares

5 dicas para o sucesso de empresas familiares

25/08/2017

As empresas familiares fazem parte de uma ampla cultura de mercado no Brasil. Elas existem de norte a sul, são pequenas, médias e grandes. 

Por serem de família, essas empresas possuem fatores positivos, que podem contribuir para o sucesso do negócio: o nível de cumplicidade entre as pessoas, o alinhamento de propósito e visão, a parceria e o afeto, quando canalizados estrategicamente e com sensatez.

Porém, também por serem de família, essas empresas trazem, quase que naturalmente, fatores negativos, que podem impedir o crescimento ou a efetivação de algo ainda mais grave: a falência, gerando desperdício de investimentos, de tempo e também de sonhos.

 

  • Como, então, evidenciar os fatores positivos e anular os negativos?

 

Para cumprir tal objetivo, alguns atributos e valores são indispensáveis: responsabilidade, maturidade, inteligência emocional, austeridade e lucidez.

Contudo, o objetivo deste artigo é avançar um pouco mais, para além de palavras óbvias que podem ser repetidas, mas que pouco efeito produzirão se não forem transformadas em ação estratégica.

Fizemos uma lista com 5 dicas preciosas para o sucesso de uma empresa familiar. Conheça todas elas!

 

 

1 – Saber o seu papel e cumpri-lo com rigor

 

O próprio termo “empresa da família” já sugere um tipo de visão e comportamento equivocados. Podemos pensar melhor o contexto de um negócio desse tipo: pessoas que possuem laços familiares, mas que são gestoras e/ou colaboradoras, e apenas isso, durante 8 horas por dia.

 

  • Não há tio e sobrinho, mãe e filha, primos e primas ou irmãos na hora de pensar e realizar os projetos do negócio.

 

Esse raciocínio não se trata de um sentimento de frieza que interrompe as relações de afeto. Pelo contrário, é a postura garantidora da sobrevivência das relações profissionais dentro da empresa e também das relações familiares no ambiente do lar. Preservam-se ambas as relações quando elas não se misturam.

Dentro de uma empresa composta por gestores e colaboradores que são membros de uma família, é importante ter a noção de que cada um precisa cumprir um papel.

Por mais que todos estejam habilitados para fazer de tudo, é importante que cada pessoa seja responsável final por uma área: comercial, finanças, marketing etc.

Quando se trata de uma empresa pequena, costuma-se cometer o erro de desprezar esse entendimento. No entanto, não é o correto a ser feito.

O primeiro ponto para definir quais os responsáveis por cada área é o perfil profissional de cada envolvido. E não é por se tratar de uma empresa composta por membros de uma família que tal colaborador não terá que se especializar na área no qual é responsável.

O setor financeiro precisa de alguém que entenda do assunto, bem como o setor de marketing e também todos os outros. Por mais que o gestor financeiro saiba lidar com marketing, e ele até pode contribuir com ideias, é importante que a palavra final seja a do gestor de marketing. Este, por sua vez, se não estiver cumprindo bem o seu papel, então uma substituição poderá ser negociada com a participação de todos, sempre com foco no crescimento e na lucratividade do negócio.

 

 

2 – O caixa da empresa não é o caixa da família

 

O título deste tópico já diz tudo: o caixa da empresa não é o caixa da família. Toda empresa precisa se submeter a um planejamento estratégico, que por sua vez, precisa ser seguido em paralelo a um planejamento financeiro.

Portanto, o caixa da empresa não deve ser gerido a partir das necessidades financeiras da família, mas de acordo com os direcionamentos do plano para o curto, médio e longo prazos.

 

  • Essa postura é a garantia de sobrevivência do negócio: é isso ou não será empresa alguma.

 

O lucro, em sua totalidade, não deve servir como fonte de renda para os sócios. É essencial que os pró-loabores estejam previstos nas planilhas de gastos, sendo que a diferença deverá ser sempre aplicada no próprio empreendimento.

 

 

Como em qualquer empresa, é importante estar atento às oportunidades de reduzir custos, sejam eles operacionais ou até mesmo de capital humano.

IMPORTANTE LEMBRAR: se necessária, a demissão é válida. Um ótimo parente poderá continuar sê-lo, sobretudo se todos aceitarem o fato de que esse ótimo familiar não está cumprindo com suas funções e nem contribuindo com o crescimento do negócio. Abrir mão dele é melhorar o andamento da empresa e também preservar as relações familiares.

LEMBRE-SE DISTO TAMBÉM: Se a casa da família estiver precisando de uma reforma, então que um planejamento seja feito a partir dos salários de cada membro, o bom desempenho financeiro da empresa não tem nada a ver com isso. O crescimento do negócio deve servir como recurso de investimento no negócio.

 

 

3 – Seja mais gestor e menos dono

 

Entenda que, durante 29 dias do mês, você é o gestor da empresa. Em apenas um você será o dono.

O dia a dia de trabalho é o momento de pensar estrategicamente no crescimento da empresa, bem como em sua expansão, nos ajustes que precisam ser feitos, nas avaliações, no monitoramento etc.

No dia de ser o dono e dividir os lucros, é importante saber que essa prática deverá se submeter a regras próprias de uma sociedade.

A definição da missão, visão e dos valores da empresa é uma prática que pode contribuir com o objetivo de alinhar as expectativas de todos e também ajudar a separar a postura de gestor da postura de dono.

 

 

4 – Alinhando propósitos e expectativas

 

A empresa não deve ser usada ou mediada a partir dos interesses individuais de cada um de seus sócios. Como já dito, os planos pessoais devem ser pensados a partir do recurso dos salários de cada um. O crescimento da empresa gerará salários melhores e consequentemente o padrão de vida almejado.

Não é a opinião de um ou outro que deve contar, mas indicadores importantes como o crescimento do negócio, as dinâmicas do mercado, o planejamento etc.

Emoções humanizam pessoas, não empresas. A clareza de saber que as decisões não devem ser tomadas a partir de sentimentos, mas de dados e objetivos claros.

 

 

5 – O caixa em primeiro lugar

 

Invista na empresa em primeiro lugar, sempre. Dito isso, o fluxo de caixa é um assunto central relacionado à Gestão Financeira.

Separamos 7 dicas para elaborar um fluxo de caixa eficaz:

 

1 – Detalhe os procedimentos iniciais

No primeiro ciclo operacional da empresa, os detalhes da movimentação do caixa são bem maiores. Defina um Orçamento e relacione-o com o Plano de Negócios da empresa. Assim, identifique despesas, receitas, aplicações e investimentos.

Leia: Como elaborar o orçamento de uma pequena empresa 

 

2 – Categorize despesas e receitas

Classifique em grupo os produtos e serviços que constam no fluxo de caixa da empresa. Dessa forma, fica muito mais fácil identificar em quais áreas estão os maiores gastos e despesas.

 

3 – Faça um inventário

Certifique-se de que, além dos gastos e rendimentos, presentes ou futuros, conste em registro os planos de aplicações e expansão da empresa, separados por áreas: operacional, não operacional e investimentos.

 

4 – Define o ciclo operacional

É importante predeterminar o período em que o fluxo de caixa irá abordar, levando em considerações especificidades do segmento em que atua e também os produtos e serviços oferecidos. Geralmente, o período de um ano é o tempo mais indicado.

 

5 – Atualize com frequência

Assim como qualquer outro mecanismo de gestão, é imprescindível que o fluxo de caixa seja atualizado constantemente. Com que frequência isso deve ser feito? O tamanho da empresa e a quantidade de funcionários interfere nessa dinâmica?  Venha conversar conosco aqui da Marco Contabilidade & Gestão, teremos satisfação em responder todas essas questões.

 

6 – Prepare-se para possíveis contratempos

Quando o fluxo de caixa possui uma gestão excelente, ele então se transforma numa ferramenta extremamente eficaz para ser usada na hora de gerir possíveis crises. Surpresas podem ocorrer, porém se sua empresa se antecipar, ela não será “surpreendida”, no mau sentido do termo.

 

7 – Não deixe de acompanhar

Gestão é monitoramento, é tracking! O acompanhamento do fluxo de caixa precisa ser operante e constante, feito por quem tem senso de responsabilidade e visão, sempre disposto a identificar possíveis manobras e então preparar a empresa para passar por elas sem nenhum dano, ao contrário, colhendo ganhos.

 

  • Relembrando: não existe empresa de família. Existe empresa. Algumas são compostas por pessoas sem vínculos familiares, outras por quem possui esse vínculo.

 

 

A gestão estratégica e financeira de ambas precisa seguir com rigor as mesmas regras. Este é o caminho seguro rumo ao sucesso.

Porém, como todo caminho, esse também reserva muitas surpresas.

Nós aqui da Marco Contabilidade & Gestão podemos te ajudar a desvendar todas elas. Vamos juntos?

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