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Como administrar as finanças de um novo negócio?

Como administrar as finanças de um novo negócio?

06/12/2019

O empreendedor de negócios sabe, na prática, como a administração financeira é crucial para alcançar a viabilização e manutenção da empresa para além dos primeiros anos.

Mas como facilitar a administração financeira em um período tão turbulento e arriscado?

Uma das dicas mais recorrentes, sem dúvidas, é a necessidade de separar as finanças do negócio das finanças pessoais, para alcançar a saúde financeira desejada tanto para o dono quanto para a empresa.

A prática, porém, ainda difere bastante da teoria. Quando as contas apertam, é difícil não recorrer aos recursos pessoais para fugir do endividamento. Se esse é um problema enfrentado no seu cotidiano empresarial, saiba que há um segredo para tornar o caminho mais fácil!

Ele se inicia pela organização e hierarquização dos diferentes planejamentos que devem ser feitos. É preciso reconhecer que o sucesso financeiro individual só será possível a partir do sucesso financeiro do negócio!

A seguir, explicamos de forma simples a segmentação proposta no livro “Empreendedores inteligentes enriquecem mais”, de Gustavo Cerbasi. Entenda!

 

Primeiro passo: Planejamento estratégico do negócio

No planejamento estratégico do negócio, são definidos os principais passos que serão dados nos próximos anos – indica-se pensar em pelo menos dois anos à frente – para manter a evolução e crescimento da empresa.

A definição de tais planos demonstrará quais investimentos serão necessários para o cumprimento dos objetivos traçados, como contratação de pessoal, cursos, participações em eventos, compras de equipamentos, verbas em marketing e propaganda, entre diversos outros.

O levantamento desses números é uma chave fundamental para chegar, então, ao planejamento financeiro.

 

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Segundo passo: Planejamento financeiro do negócio

Por que o planejamento financeiro está tão relacionado ao planejamento estratégico do negócio? A lógica é bastante simples.

Afinal, a realização de um planejamento financeiro exige necessariamente passar pela etapa de análise dos números do negócio, o que significa, de forma resumida, levantar o faturamento, retirar as despesas e custos e chegar, enfim, ao lucro obtido.

Mas atenção nesse momento! O lucro não deve ser interpretado simplesmente como a entrega final dessa análise, apesar de muitos considerarem que basta ficar com o lucro para si e ver o negócio crescer.

Na realidade, é a partir do lucro que se pode obter os recursos necessários para chegar aos objetivos traçados para o crescimento da empresa, como uma forma de poupança mensal que se deve separar especialmente para esse fim.

Estrategicamente, essa é a visão que pode salvar negócios jovens, na medida em que auxilia a constituir a saúde financeira ao longo do tempo, ou seja, pensando de forma mais ampla.

É claro que no caso de novos negócios, é comum que a separação dos recursos para serem reinvestidos na empresa acabe por reter boa parte do lucro que se obtém. Ainda assim, a partir da retirada da “poupança” da empresa, os recursos que sobrarem representam o lucro que é do(s) sócio(s), efetivamente, enquanto pessoas físicas.

Mas o alocamento desses valores também deve ser feito de forma estratégica, considerando planejamentos individuais e familiares.

 

Terceiro e quarto passos: Planejamento estratégico e financeiro familiar

A administração financeira familiar é, sem dúvidas, um dos principais desafios do brasileiro – há diversas pesquisas que comprovam, por exemplo, a dificuldade em se poupar no Brasil.

No caso do empreendedor iniciante, o desafio pode se tornar ainda maior, por conta da confusão possível e bastante comum entre os recursos individuais e os do negócio.

É por isso que é recomendado realizar um planejamento estratégico também para a família, no sentido de esclarecer, em conjunto, os principais objetivos e sonhos a serem realizados no decorrer do tempo. Na prática, isso significa:

- estabelecer metas ano a ano;

- colocar na ponta do lápis quanto será necessário investir para que elas se cumpram;

- definir, usando como base o resultado obtido no passo anterior, o valor que deverá ser poupado mensalmente.

Depois de identificados tais valores, é preciso realizar um levantamento financeiro semelhante ao que vimos no segundo passo, de modo a identificar todo o rendimento familiar, juntando os recursos que chegam mensalmente.

Retirando do rendimento familiar o valor que se definiu estrategicamente para poupar, quanto resta? Essa é a verba que se tem para estruturar o custo de vida da família.

Mas há uma observação extremamente importante sobre o valor a que se chega a partir desses passos.

 

Atenção para as prioridades!

Se você chegou até aqui, viu que seguimos uma lógica que considera primeiro as estratégias e as finanças da sua empresa para, então, chegar nas estratégias e as finanças individuais/familiares. Essa é uma lição importante para moldar a estruturação do custo de vida de que falamos.

Novos negócios exigem dedicação e investimentos reforçados para que o crescimento seja viabilizado, garantindo sua saúde para além dos primeiros meses ou anos. Em vários aspectos, sacrifícios de curto prazo no aspecto financeiro individual podem ser necessários para a viabilização que se busca.

Isso não significa privar-se de suas prioridades ou do seu conforto no dia a dia, mas sim procurar maneiras de tornar mais enxuto o estilo de vida adotado, sempre que possível, com o foco de manter investimentos no seu negócio, que é sua fonte de renda. Afinal, quanto mais investimentos o negócio receber, maiores rendimentos serão alcançados e, com isso, maior será a distribuição de lucros para o(s) sócio(s). Esse é o segredo para que tanto o planejamento estratégico da empresa quanto o familiar funcionem na prática!

 

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