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Crise Financeira: Inteligência Emocional para sair do vermelho

Crise Financeira: Inteligência Emocional para sair do vermelho

19/04/2017

Crise econômica, queda de receita, aumento de impostos, despesas familiares, imprevistos que custam caro, despesas com funcionários, juros do cartão de crédito, prestação do último empréstimo prestes a vencer, dívidas e mais dívidas... ufa!

 

Se o início deste texto fez você se identificar e se sentir sufocado, respire fundo, conte até dez e continue lendo. É para você mesmo que ele foi escrito.

 

Por que será que é tão difícil sair do vermelho?

 

Talvez você esteja passando por um momento delicado em suas finanças. Por conta de um descuido ou uma necessidade maior, uma situação deficitária veio rolando e crescendo feito uma bola de neve e hoje está beirando a uma situação insustentável. E é óbvio que uma crise profunda nas finanças pessoais ou da empresa acaba afetando a vida em outras áreas: o relacionamento com família, com a equipe de trabalho, com amigos e até consigo mesmo. Crises de ansiedade, depressão, um sentimento de angústia diante de um túnel escuro que parece não ter saída.

 

 

Tripé de emergência

 

1 – Mantenha a calma

Pode até parecer uma atitude meio non sense pedir calma para alguém que está enfrentando problemas sérios sem saber como resolvê-los. No entanto, veja bem, o estresse e atitudes precipitadas não vão trazer nenhuma solução (e podem até agravar o que já não está bom).

 

Diante de uma crise financeira, a pressão emocional é um fator desfavorável, mas também é preciso levar em conta que não é um estado de espírito que pode ser abandonado apenas pela opção.

 

Os problemas são passageiros, sua saúde emocional é permanente. Inteligência emocional será um fator determinante para fazer você enxergar algumas soluções que moram nos detalhes.

 

 

2 – Identifique as causas

Identifique as causas de tamanha crise. No momento desta análise, é importante tomar cuidado para não se autossabotar. Não tenha medo de encarar a realidade. Não se sinta constrangido ao perceber que certos vícios de comportamento ou erros cometidos estejam ligados a atual situação caótica. Todo mundo erra. E erro, para quem é sábio, nada mais é do que uma escola, ainda que mais severa.

 

Descubra todas as fontes da atual crise. Aceite todas elas. Encare cada uma delas. Inevitavelmente, este é o primeiro passo para encontrar a luz no fim do túnel.

 

 

3 – Não esconda nada de ninguém

Diante de todos os problemas identificados, compartilhe com todas as pessoas envolvidas na atual situação difícil. Converse com sua família sobre a crise financeira e conscientize a todos sobre um novo período que se inicia, de mudança de postura, de economia de gastos e de que durante um tempo, será necessário que todos se empenhem para que todos saiam de tal situação.

 

A mesma coisa também serve para o ambiente profissional. Não preserve sua equipe integralmente da atual situação da empresa. Todos precisam se sentir parte do sucesso, mas também dos momentos difíceis. A sinceridade nesses momentos será um fator positivo na hora conscientizar as pessoas sobre a maneira com que serão afetadas por conta de eventuais corte de gastos. Seja o adiamento de um aumento de salário ou a suspensão temporária de algum benefício. Encontre o tom certo para que esse momento não produza um clima de desmotivação, mas que possa trazer a maturidade e o senso de responsabilidade.

 

 

 

 

Causa e efeito

Talvez seja necessário e até prudente a reflexão sobre que lugar é ocupado por uma crise financeira, o da causa ou o do efeito. Veja, provavelmente a desorganização das finanças seja só uma das áreas desajustadas. Alguns exemplos: algum desgaste no relacionamento com familiares e amigos, problemas familiares, diagnóstico de depressão ou uma série de outras situações e/circunstâncias.

 

O gestor de uma empresa é a cabeça pensante responsável por liderar e guiar diversas frentes que envolvem vários setores, pessoas e etapas de produção. É, ainda, um ser que possui sensibilidade e que está sujeito a constantes influências emocionais, como qualquer outra pessoa.

 

Inteligência emocional é essencial para manter os pés firmes num local de controle e assim conseguir canalizar toda a energia e conhecimento para encontrar saídas para as crises.

 

 

 

O que você precisa saber sobre Finanças Comportamentais

 

Desde que o professor Daniel Kahneman, que é psicólogo, ganhou o Nobel de Economia, os estudos sobre Finanças Comportamentais se popularizaram mais.

 

Por definição, o que seria isso, afinal? Um novo ramo da economia com uma abordagem psicológica ou uma nova área da psicologia que dialoga com o pensamento econômico?

 

Na verdade, pode ser as duas coisas.

 

Finanças Comportamentais se propõe a estudar a influência da psicologia nas decisões relacionadas aos investimentos, de todos os tipos. A atividade de investir e de gerir essa prática é feita por seres humanos. Logo, também é influenciada pelos diversos caminhos e possibilidades da subjetividade, do pensamento e das emoções.

 

Um dos princípios básicos para poder entender melhor esse conceito, é indo buscar explicações na Teoria da Utilidade, que diz que todo investidor é um maximizador de utilidade e de seu bem-estar. Para que a teoria possa fazer sentido, duas características básicas precisam ser levadas em conta, e são duas:

 

1- O investidor deve gostar de mais riqueza do que de menos riqueza, ou seja, essa função deve ser crescente.

2 – Cada unidade de riqueza proporciona um sentimento de bem-estar inferior à unidade de riqueza obtida anteriormente.  Ou seja, na medida em que o investidor vai ficando rico, seus ganhos de entrada vão perdendo valor simbólico.

 

EXEMPLO: ganhar R$1.000,00 é uma coisa para quem tem R$1.000,00 e outra para quem tem R$1.000.000,00.

 

 

 

 

Objetividade e subjetividade se misturam

 

Os estudioso das Finanças Comportamentais dizem que os seres humanos tendem a superestimar suas habilidades e até previsões de sucesso e isso pode fazer com que a oportunidade de se aprender com os erros seja sempre deixada de lado. E esse sintoma também se aplica à Gestão Financeira.

 

Outro conceito compatível com o comportamento de quem está passando por uma crise é o que os pesquisadores chamam de Dissonância Cognitiva.

 

Dissonância Cognitiva: é quando alguém, tentando se desviar de ter que admitir erros ou enfrentar suas consequências, prefere caminhar por direções que não fazem sentido ou procurar por soluções imediatistas, que possam produzir alívios falsos e que não duram muito tempo.

 

Por exemplo: recorrer a um empréstimo sem qualquer análise para saber se essa é realmente a solução ideal, mas o faz assim mesmo porque uma nova quantidade de dinheiro na mão pode passar a impressão de que o problema da crise financeira está resolvido. 

 

 

Teoria do Arrependimento e Teoria da Perspectiva

 

Diante de uma grave crise financeira, qualquer decisão errada pode fazer com que a situação fique ainda pior, o que pode prejudicar ainda mais o andamento da empresa, influenciando sua produção e a motivação dos funcionários. Portanto, é natural que o sentimento presente diante de uma manobra de risco seja o medo – medo de fazer uma má escolha. A isso, os estudos das Finanças Comportamentais dão o nome de Teoria do Arrependimento.

 

Esse comportamento, no entanto, pode ser prejudicial, pois pode travar uma ação como a iniciativa de tomar decisões ou fazer mudanças que realmente poderão trazer soluções. Essa, a Teoria da Perspectiva, ainda desenterra certos preconceitos que persistem em influenciar a mente e o comportamento de empresários e investidores: achar certa manobra arriscada demais ou não acreditar no potencial solucionador de certa medida incomum, simplesmente pelo fato de ser algo até então distante ou nunca cogitado.

 

Nadar contra a correnteza das certezas é um bom exercício para poder perceber como os problemas avançam, e enxergá-los de frente. Procurar soluções pode ser um exercício desconfortável e até dolorido para todos, no entanto é também um experimento que proporciona maturidade, aprendizado e perspicácia.

 

 

 

A crise vai passar sozinha

A crise vai passar, e nada mais precisa ir embora com ela. Sua empresa fica. Sua família também fica. Sua saúde física e emocional, por favor, as deixe ficar.

 

Se sua crise financeira parece impossível de ser resolvida, talvez o “impossível” não seja um adjetivo da crise em si, mas da sua capacidade de, sozinho, encontrar saídas. Se esse é o caso, a boa notícia é que você não precisa permanecer sozinho.

 

Nós aqui da Marco Contabilidade & Gestão somos especialistas técnicos em Gestão Financeira. Mas também somos pessoas como você, lembre-se disso. Queremos te ajudar a sair do vermelho o quanto antes. Podemos conversar?

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