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5 dicas para separar o dinheiro pessoal e o do negócio

5 dicas para separar o dinheiro pessoal e o do negócio

09/01/2020

Empreendedor, como anda o controle financeiro do seu negócio? E o pessoal?

Se, de alguma forma, as finanças pessoais têm se misturado às finanças da empresa, é hora de ligar o sinal de alerta. A confusão entre o dinheiro próprio e o da empresa pode estar colocando em risco o sucesso do seu negócio sem que você sequer perceba.

É claro que, como dono do negócio, é de seu direito obter recursos vindos do lucro do negócio, mas isso não significa que as finanças devam ser vistas de forma conjunta.

Para geri-las de forma consciente e controlada, atente-se à correta separação do que é seu e o que pertence à empresa, segundo as dicas a seguir.

 

1.    Tenha conta corrente pessoa jurídica desde o início

A teoria de que é preciso ter uma conta corrente pessoa jurídica utilizada exclusivamente para o negócio é conhecida, mas na prática, é bastante comum que empreendedores considerem iniciar de forma mais “simples”, utilizando no primeiro momento a conta da pessoa física por se tratar de um negócio ainda pequeno. Esse é o primeiro erro a evitar.

Ter contas correntes distintas para a pessoa física do empreendedor e a pessoa jurídica deve ser premissa básica para abrir o novo negócio. Dessa maneira, o empreendedor começa a compreender o fluxo de caixa desde os primeiros passos, ganhando uma visão mais clara de receitas e despesas, o que é fundamental para ter o controle sobre um período tão turbulento como os primeiros anos.

Quando tudo fica misturado, você pode até achar que está conseguindo manter um controle, mas rapidamente a visão se perde e fica complicado entender se o negócio está realmente andando com as próprias pernas.

A lógica vale também para o pagamento de contas, empréstimos e uso de cartão de crédito: nunca misture o que é da pessoa física e da pessoa jurídica. Tudo deve ser feito separadamente.

Lembrando que, caso as receitas da empresa estejam sendo depositadas na sua conta corrente pessoal, a Receita Federal pode considerar que se trata de renda de pessoa física, obrigando o pagamento do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física), que pode chegar até 27,5 %, o que é muito superior à tributação sobre as pessoas jurídicas.

 

2.    Faça uso do pró-labore

Outra premissa fundamental para manter o controle sobre as finanças do negócio é a estipulação e correto uso do pró-labore, que funciona como uma espécie de “salário do dono”.

Leia mais sobre o Pró-labore

É o pró-labore que auxilia o empreendedor a manter um balanço correto e saudável para auxiliar nas despesas pessoais sem colocar em risco as contas da empresa. O valor deve ser definido considerando a realidade do negócio – ou seja, de acordo com o que realmente há de lucro mensalmente – e de maneira justa, de forma que corresponda aos serviços executados e cubra as necessidades pessoais, sem luxos.

A partir da definição do valor, fazer a retirada de forma fixa e disciplinada garante que as contas não saiam do controle. Retiradas exageradas e descontroladas podem colocar em risco o pagamento das despesas da empresa e levar a crises sérias. Portanto, regule! Se você perceber que mesmo com as retiradas fixas o negócio tem acumulado uma boa quantia, é hora de construir as reservas.

 

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3.    Construa reservas na empresa

Quando os lucros estão indo bem, o primeiro impulso do empreendedor pode ser partir para retiradas maiores. Muita calma nessa hora! É justamente nesses momentos que se deve juntar reservas – quantias suficientes para auxiliar o negócio em momentos mais apertados ou de crise. Isso é planejamento financeiro!

Caso emergências pessoais façam com que seja necessário usar o dinheiro da reserva, considere como um empréstimo, devidamente registrado no fluxo do financeiro e devolvido dentro de um prazo estabelecido. Não se esqueça, porém, que essa é uma medida somente de emergência.

 

4.    Mantenha a saúde financeira – do empreendedor e do negócio

Além da correta administração de reservas, a boa utilização dos lucros do negócio como reinvestimentos para a própria empresa também auxilia em sua longevidade. Em outras palavras, trata-se de utilizar os recursos obtidos de forma a impulsionar o crescimento, seja por meio de melhorias na infraestrutura, treinamentos, especializações... Aí está a importância do planejamento estratégico e financeiro.

No que diz respeito à saúde financeira, é preciso lembrar também do trabalho diário de manutenção e controle de receitas e despesas, feito principalmente por meio do acompanhamento do fluxo de caixa.

Em resumo, é o fluxo de caixa que dá a visão geral sobre tudo que entra e sai da empresa em termos financeiros, permitindo identificar gargalos ou mudanças necessárias para balancear os gastos. Esse controle de movimentações também deve ser feito para a pessoa física, mas de forma separada – ou seja, nada de utilizar o saldo positivo de uma para quitar necessidades da outra. O que é da empresa é da empresa, e o que é seu, é seu.

 

5.    Tenha apoio técnico e especializado

Achou complicado visualizar de forma distinta o dinheiro pessoal do dinheiro da empresa, no fim das contas? Esse é, realmente, um dos grandes desafios de empreender.

Para evitar as confusões tão comuns diante de tantas responsabilidades, o melhor conselho é contar com o apoio de uma visão especializada no sucesso dos negócios e familiarizada com o grande volume de números a serem administrados no aspecto financeiro das empresas.

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